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Uma alegria
despida de bens.

01
Vision

Who we are

Saí de casa pelas 21:15 com o estômago saciado e acompanhado por 4 jovens que, como eu, queriam fazer algo diferente naquela noite.

As 21:30 estávamos à frente do metro do Martim Moniz, prontos para enfrentar aquilo que até ao momento achávamos ser uma guerra de “à-vontades”. Será que eles vão levar a mal alguma pergunta? Como é que dou o primeiro passo? E se ficar um silêncio constrangedor? E se alguém se tornar mais agressivo?
Questões que divagavam sem rumo na nossa cabeça como se fossem bolas saltitonas… agravando, a cada passo, o nosso à-vontade. Durante 2 horas por ali andámos, cada vez mais confiantes.
Por volta das 23:40 demos a noite por encerrada e voltámos para os carros. Foi aí que a realidade das ruas me bateu. Estava agora ainda mais aterrado do que quando lá tinha chegado.

É verdade que encontrámos muita gente cujas más decisões da vida os arrastaram para a inevitabilidade das ruas… mas, por incrível que pareça, a grande maioria emigrantes, vivia nas ruas porque a vida só assim o permitiu. Para ser sincero, acredito que muitos olhem para as ruas portuguesas como uma bênção ao lado da fome, guerra e miséria de onde fugiram nos seus países Natal.

Mas o que me continuava mesmo a maravilhar nestes humildes espíritos, era a simplicidade da sua alegria. Aceitavam com gratidão este destino e vivam felizes com o que a vida lhes deu, de certa forma quase a roçar o conformismo.

Perguntava-me, na viagem de carro para casa: Como é que é possível se viver com um sorriso constante na cara sabendo que se está desempregado, longe da família, a dormir no chão e a comer à custa da boa vontade do próximo?

A verdade é que vou fazer deste projeto uma relação simbiótica, de amizade… Quero aprender com eles o truque para esta felicidade simples e espero em troca poder encorajá-los a terem sonhos mais ambiciosos e, quem sabe, a saírem das ruas.

“Não é preciso ter/fazer/ser muito para se ser feliz”- Foi a lição que aprendi nesta primeira visita.

Frederico Barahona

02
Notícias

Próximas histórias

Seremos assim
tão diferentes?

Normalmente vêmo-los…mas não gostamos. Acreditando que em qualquer coração reside, ou resta, um pouco de compaixão, não ficamos indiferentes aqueles que habitam pelas nossas ruas.

Uma alegria
despida de bens

Saí de casa pelas 21:15 com o estômago saciado e acompanhado por 4 jovens que, como eu, queriam fazer algo diferente naquela noite.

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